domingo, 19 de julho de 2009

"A CABANA" - DICA DE LEITURA

Um acidente levou o canadense William Young e seu livro "A cabana" (Editora Sextante) ao topo da lista de mais vendidos no Brasil e nos Estados Unidos. A obra sequer foi escrita para ser publicada. Segundo o autor, a fábula do encontro de um homem com Deus no mesmo lugar onde sua filha caçula foi brutalmente assassinada, foi escrita para ser dada de presente de Natal aos filhos.

- Minha mulher me pediu para escrever uma história como um presente. Não tive dinheiro para imprimir o manuscrito no Natal de 2005. Mas consegui depois do Natal fazer 15 cópias de "A cabana" para entregar à família e amigos próximos. Era este o único objetivo. Muito da minha história está no livro - lembrou o autor, que cresceu em Papua Nova Guiné com seus pais missionários e estudou religião em Oregon, nos Estados Unidos.

As crianças, como ele esperava, não se entusiasmaram muito. Mas alguns amigos leram imediatamente e começaram a repassar o livro para pessoas próximas. Young começou a receber e-mails de pessoas que nem conhecia dizendo que o livro impactara suas vidas. Ele decidiu enviar uma cópia de "A cabana" para um escritor que conhecia, que repassou o livro para dois produtores de cinema, Wayne Jacobsen e Brad Cummings.

Após um encontro entre os produtores e Young, a história de Mackenzie Allen Philips foi reescrita quatro vezes em 16 meses até que a versão final foi enviada a 26 editoras norte americanas, metade delas religiosa. A maioria sequer respondeu.

- As editoras cristãs acharam o livro herético. Já as que não eram religiosas acharam que havia muito Jesus. Tínhamos um livro e nenhuma editora o queria.

Então Jacobsen e Cummings criaram uma editora só para lançar "A cabana" nos EUA. Resultado: há 20 semanas, o livro está na lista dos mais vendidos do jornal "The New York Times". Um fenômeno de público causado pelo marketing do boca-a-boca. Já foi traduzido para 36 idiomas e, segundo o autor, vendeu em todo o mundo mais de 4 milhões de exemplares.

Há ainda a possibilidade de "A cabana" virar filme, mas William Young é cauteloso. Ele explica que é detentor dos direitos autorais do livro, mas seis grandes estúdios estão interessados na adaptação.
- Eu não ligo para fazer um filme. Nem ligava para escrever um livro. Escrevi para meus filhos. Quero estar envolvido em coisas que Deus abençoe. Não quero mais fazer coisas e pedir para Deus abençoar porque eu acho que seja uma boa idéia. Muitas negociações estão acontecendo. Não estamos selecionando elenco. A princípio temos um diretor e um dos melhores roteiristas. Então, veremos.

O livro foi escrito após William Young ter sofrido a perda de sua sobrinha e de seu irmão. O autor conta que também sofreu abuso sexual quando tinha quatro anos. Sua relação com o pai é complicada, assim como Mackenzie no livro.

- Mack sou eu. Mas o que ele vive no livro em um fim-de-semana foi um processo que eu vivi em 11 anos.

No livro, três anos após o seqüestro e a morte de Missy, sua filha mais nova, Mack recebe um bilhete misterioso marcando um encontro na cabana onde a menina foi brutalmente assassinada. Ele vai e passa um fim de semana com a Santíssima Trindade.

Contrariando todas as expectativas do personagem, Deus se personifica como uma mulher negra, grandona, que cozinha para Mack. O Espírito Santo é uma chinesa ou mongol multicolorida e volátil que cuida do jardim. Jesus é um jovem do Oriente Médio que conserta e constrói coisas. Todos pregam a igualdade, o fim das hierarquias, a liberdade e são contra a culpa, as regras e as instituições. É uma visão bastante libertária do amor, do perdão, da redenção, do sagrado e do humano.

6 comentários:

Música, Ciência e Teologia disse...

É uma pena esse livro ser indicado sem nenhuma ressalva contra as afrontas que o livro tem às Sagradas Escrituras. Patripassionismo, personificação de Deus, experiências acima da Bíblia entre outros tantos erros podem ser vistos no livro.

Até mais, Marcos.

MARCIO disse...

Achei o livro interessante mas confuso!

Juber Donizete Gonçalves disse...

Postagem interessante, o livro A Cabana, deu no que falar realmente. Gostei de conhecer seu blog e seus artigos.

Graça e Paz.

José Ribeiro disse...

Quem é o autor William P. Young? Ele é adepto do“Universalismo Cristão” e vem defendendo essa visão em várias ocasiões. Ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte. O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros. Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram. Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu. Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal.

Anônimo disse...

Pr. Jamierson, o sr. realmente leu este livro? Ele é totalmente atibíblico!!!

Marco Aurélio D. Ramos

Anônimo disse...

meu povo perece por falta de conhecimento!!!!